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O que faz um médico especialista em dor?

O que faz um médico especialista em dor?

Todos sabemos o que é sentir dor. Algumas vezes, a dor é leve e passa rápido. Noutras, é insuportável e duradoura. Algumas dores a gente consegue ignorar, outras pedem tratamento imediato. Mas como um médico especialista em dor enxerga esse assunto? Para entendermos um pouco melhor sobre o que é dor, falamos com o neurocirurgião Dr. Leandro Moreira, chefe da Clínica da Dor no Norden.

O que é?

Segundo a IASP, Associação Internacional para o Estudo da Dor, a dor é uma "experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano real ou potencial no corpo”.

Apesar de sua natureza insuportável, a dor é essencial para a evolução e sobrevivência do ser humano. Ao funcionar como um alerta ao indivíduo de que algo está errado, existe uma lesão ou um mal funcionamento do organismo, a dor é em muitos casos o “sinal vermelho” de que devemos tomar uma atitude corretiva para eliminar ou diminuir o risco de complicações e morte.

Como funciona?

Cada pessoa tenha uma relação muito pessoal com a experiência de sentir dor. Os sinais de dor são inicialmente processados na espinha dorsal e, em seguida, no cérebro, onde são formadas conexões com os locais associados com ansiedade, emoção, sono, apetite, memória e outros.

O cérebro manda seus sinais de volta à espinha dorsal que, por sua vez, reduz ou aumenta a dor ainda mais. Algumas partes da sistema nervoso podem se tornar extra-sensíveis por conta de sinais constantes de dor.

Quais os tipos?

Em termos gerais, as dores são classificadas entre agudas e crônicas. A diferença entre elas é apenas o tempo em que a sensação de dor se mantem. Em tese, toda dor com duração maior que três meses é considerada uma dor crônica e muitos médicos passam a tratá-la como um doença. Dores agudas, no entanto, podem se tornar crônicas se não forem tratadas de forma precoce.

Além da distinção mais geral sobre sua duração, as dores também podem ser distinguidas pela sua origem ou mecanismo de ação, seja no sistema nervoso sensorial ou a partir de estados mentais e psicológicos, por exemplo.

Qual a importância da dor?

Ela indica que devemos evitar certas situações prejudiciais para proteger o corpo machucado e deixar que ele se cure. Além disso, nossa memória é feita para guardar estas situações que causam dor para evitá-las ao máximo no futuro.

Apesar de sua função adaptativa, importante para a nossa evolução, a dor, principalmente quando de difícil cura, tem efeitos adversos na saúde física e mental do indivíduo e, por consequência, em sua qualidade de vida e bem-estar.

Como é diagnosticada?

O relato da própria pessoa sobre a dor que está sentindo é o principal e mais confiante método de diagnóstico, inclusive para definir o nível de severidade da dor. Como a dor é um sintoma comum em muitas condições médicas, saber quando ela começou, onde foi, qual a sua intensidade, seus padrões — se é contínua ou vai e volta — o que piora ou melhora a dor e, por fim, suas características: se parece queimar ou apertar. Todos essas informações ajudam ao médico no diagnóstico.

Algumas dores são simples de diagnosticar e tratar, como aquelas associadas a um machucado ou queimadura, ou mesmo a dor de uma apendicite, que não vemos, mas sentimos. Outras dores são (bem) mais complicadas.

Apenas a pessoa sentindo a dor pode dizer o quão dolorosa ela é. Por ser uma experiência profundamente pessoal, as pessoas sentem dor de formas diferentes, o que torna esta condição mais complexa de diagnosticar e tratar.

Qual médico devo consultar?

A dor é um dos principais fatores que limitam a qualidade de vida de uma pessoa e seu tratamento deve ser considerado uma prioridade em qualquer serviço de saúde.

A medicina da dor é um área em grande crescimento no Brasil. Muitos médicos, geralmente neurocirurgiões, ortopedistas e anestesistas, se especializam posteriormente no tratamento da dor. Além disso, outros áreas da saúde oferecem tratamentos complementares, como a fisioterapia, osteopatia e quiropraxia.

A função do médico especialista em dor é dar um diagnóstico e orientar para o melhor curso de tratamento ou gestão da dor.

Quais os tratamentos?

Como cada pessoa sente a dor de uma forma única, são muitos os tratamentos existentes para amenizar os sintomas e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente. Eles envolvem várias condutas dentro dos setores assistenciais em um hospital ou clínica. Médicos, fisioterapeutas e até psicólogos oferecem cuidados para esta condição. Na Clínica da Dor do Norden, por exemplo, estes profissionais trabalham em conjunto sempre quando necessário.

Em geral, o tratamento pode envolver medicamentos como analgésicos e corticoides, além bloqueios e terapias como Vacuoterapia e fototerapia. É muito importante que em casos mais severos ou crônicos, o tratamento  envolva um especialista em gerir a dor do paciente de forma a melhorar sua qualidade de vida.

Para saber mais sobre tratamentos para dor no Norden Hospital, fale com nossa equipe pelo WhatsApp.

Gostou deste texto? Quais outros assuntos sobre sobre saúde, qualidade de vida e longevidade você gostaria que o NSaúde abordasse? Mande um email pra gente.

Fontes: Dr. Leandro Moreira, Neurocirurgião, Sociedade Britânica de Dor e Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP)

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